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Inaugurada a restauração em 17 de outubro de 2004, pela Prefeitura de Itabira e Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), com o apoio da FIAT, a Casa de Drummond, localizada na Praça do Centenário 137, Centro Histórico, onde o poeta morou até os 12 anos de idade, em frente ao Museu de Itabira.

O sobrado é um dos exemplares mais importantes do patrimônio histórico de Itabira por seu valor arquitetônico e cultural. Em 2003 foi desapropriado pela Prefeitura de Itabira, dos herdeiros de Dr. Pedro Martins Guerra, último proprietário do imóvel, e passou por uma restauração.

Tombado pelo Conselho Consultivo Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Itabira (Comphai), o imóvel abriga os canteiros em forma de coração e de estrela, feitos por José para o irmão Carlos e fonte inspiradora do poema “O Criador”. Também, a casa é fonte de inspiração do poema “Casa”, sendo os dois integrantes do Museu de Território Caminhos Drummondianos.

História do casarão - Segundo Inventário de Proteção do Acervo Cultural de MG, elaborado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), datado de 22/05/1988, página 16 frente e verso, o sobrado foi construído no século XIX por Joana da Costa Lage Andrade, esposa de Francisco de Paulo Andrade. Foi herdado por Elias de Paula Andrade e, em seguida, por Carlos de Paula Andrade, pai do poeta, que, no início da década de 20 (1920), vendeu-o para Joana Senhorinha Martins da Costa. Em 1938, foi adquirido por Gladstone Linhares Guerra, que vendeu o imóvel para Dr. Pedro Martins Guerra.

“ O sobrado, de grande importância construtiva e histórica, desenvolve-se em dois pavimentos, sendo que o primeiro piso vai perdendoaltura à medida que se caminha para os fundos. Sua localização é privilegiada na praça do Centenário, de costas para a Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário e de frente para o antigo Pico do Cauê, hoje inexsistente. Implantado no alinhamento, apresenta fachada lateral direita voltada para a praça da Matriz e garagem ,mais recente, com portão pantográfico na lateral esquerda. De lado a lado, um passeio/patamar corrige a grade da rua.

O sistema construtivo utilizado é a estrutura autônoma de madeira, com vedações em adobe sobre embasamento de pedras. De partido retangular, com vazado central onde se localiza o jardim interno, recebe telhado movimentado, dividido em blocos com três ou quatro águas. Estruturado em madeira, é recoberto com telhas do tipo capa e bica arrematadas por beiradas em cimalhas com calhas horizontais ligadas às gárgulas do tipo canhão. O telhado da edificação é um exemplar característico do movimento da arquitetura civil barroca.

A fachada principal é enquadrada por cunhais com socos recortados em relevo. As cinco portas do primeiro pavimento correspondem cinco janelas rasgadas com sacadas individuais que recebem guarda-corpo trabalhado em ferro batido com desenho de lira. Os vãos enquadrados em madeira e com vergas em cangas de boi são vedados por folhas em calha, por esquadrias de vidro ou por guilhotinas com venezianas nas fachadas laterais. Em três portas, também existe vedação, pela metade, de tapa-vento. A porta central, que leva à residência, ainda recebe um lampião.”

O Ministério da Cultura aprovou, em outubro de 2005, através do Convênio 00200/2005 MINC, o projeto para mobiliário e equipamentos da Casa de Drummond liberou R$ 181.504,44, sendo R$ 36.300,090 de contrapartida da FCCDA, o que permitirá uma utilização adequada do imóvel enquanto Ponto de Cultura. Também, o MINC aprovou o projeto Agentes de Cultura Viva para a Casa de Drummond. Com a concessão de 100 bolsas para jovens de 16 a 24 anos com renda familiar per capita de ½ salário mínimo. 480 horas de cursos no valor total de R$ 15.000,00, no Programa 1º Emprego, do Governo Federal. Dos 22 Pontos de Cultura aprovados para MG, 02 são da FCCDA: Casa de Drummond e Fazenda do Pontal.

Mais informações:

(31) 3835.3894

 
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