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Criado em 1996, através da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, o Tumbaitá é formado por grupos autênticos de Marujada e tem como objetivos preservar e difundir a manifestação cultural de base, em seus aspectos folclóricos e criativos, através do estudo da dança e música tradicionais, no município de Itabira e região. São também pesquisadas outras manifestações populares para dar maior suporte e autenticidade às danças e cânticos mineiros.

Hoje, o Grupo Folclórico Tumbaitá está sendo totalmente reestruturado em seus adereços, figurinos, instrumentos, músicos e bailarinos, pelo coreógrafo e pesquisador Jarbas Cardoso.

A palavra TUMBAITÁ, de origem indígena e africana, quer dizer “toque na pedra”, um sinal utilizado por esses povos como forma de comunicação sensível na busca da aproximação dos deuses com a natureza.

O som contagiante dos tambores, o jeito leve e brejeiro de dançar com a cadência, ao som da sanfona e dos instrumentos de corda e percussão, geram um clima de emoção, euforia e sensibilidade nas apresentações.

O Tumbaitá vem se afirmando, a cada dia, pelas constantes apresentações nas ruas e nos palcos na forma de espetáculo folclórico, incrementando as relações comunitárias e o fortalecimento de seus valores, difundindo e fixando a identidade cultural de cada integrante das Bandas de Marujos e de suas comunidades.

O Grupo Folclórico TUMBAITÁ tem, nos últimos anos, divulgado e pesquisado a cultura brasileira, através da dança. Por onde passa, encanta os espectadores com a beleza dos figurinos e adereços, realçados por suas coreografias.

O seu repertório reúne a convergência das culturas européia, indígena e africana, demonstrando os traços mais marcantes dos povos que construíram e constroem a história de nosso país.

Após apresentações em Portugal em 2005, o Tumbaitá estreou um novo espetáculo com novos adereços, instrumentos e coreografias em julho de 2007, durante o 33º Festival de Inverno de Itabira. Também em 2007, o grupo folclórico itabirano foi agraciado com a Medalha Calmon Barreto, concedida pelo Governo do Estado de Minas Gerais e recebeu o prêmio “Cultura Popular, Mestre Duda – 100 Anos de Frevo”, concedido pelo Ministério da Cultura.

Palhas, Fitas, Facas e Religiosidade.

Com um espetáculo rico em detalhes, a apresentação do Tumbaitá torna-se um misto de cor, som e energia. Os figurinos e adereços são resultados de uma pesquisa profunda das origens e significados de cada material utilizado. São apresentadas as seguintes danças:

• Dança dos Tambores - Nas batidas dos tambores, surgem as tradições mineiras. É ouvida e preservada em todo o território do Estado de Minas Gerais.

• Congada - Pelos caminhos das Gerais, a Congada representa o marco da cultura mineira. Assim como todas as manifestações autênticas, ela presta homenagem a Nossa Senhora do Rosário e ao São Benedito, protetores dos pobres e dos negros. Há registros de ocorrência em todas as cidades que mantêm a tradição mineira. Nela há presença da corte Conga, com rei, rainha e princesa. No festejo, com o toque dos tambores, os participantes dançam com bastões e vestimentas coloridas, dando cor e movimento a essa celebração.

• Caiapó - Pesquisada no sul de Minas, na cidade de Muzambinho. A folia se apresenta em festejos alegres da cidade e em festas religiosas. Inspirada nas guerras entre tribos indígenas conta, através da dança que, a causa do confronto partiu da necessidade do nascimento de uma menina índia - a bugrinha -, para trazer sorte e fartura à comunidade. Entretanto, só uma das tribos foi presenteada pelo seu nascimento. A outra, sentindo-se ameaçada, rouba a criança, dando início a um conflito. A indumentária é confeccionada com palhas, penas e máscaras;

• Dança das Fitas - Dança de origem européia, veio para o Brasil pelos imigrantes alemães e holandeses. Caracteriza-se por movimentos variados, com fitas coloridas em torno de um mastro. As pesquisas dentro do Brasil originam-se do sul.

• Dança das Manguaras - Chamada “dança dos meninos de rua”, trata-se de uma brincadeira de marcação do toque de tambores com os toques das manguaras (bastões de madeira). Esta tradição é vista nos principais lugarejos do Vale do Jequitinhonha.

• Vilão de Facas - Foi pesquisada nas cidades de Itajubá, Itapecerica, Oliveira e Dores do Indaiá. É apresentada, geralmente, em festejos religiosos em homenagem a São Sebastião, São Jorge, Divino Espírito Santo, São Benedito, Nossa Senhora do Rosário. Historicamente o Vilão de Facas representa a guerra entre Mouros e Cristãos. São movimentos realizados somente por homens que usam facões verdadeiros. Nas batidas dos metais, os cristãos tentam preservar entre os seus fiéis a fé. Os Mouros por sua vez, tentam espalhar o paganismo entre a comunidade cristã.

• Dança dos Arcos - Os movimentos são realizados somente por mulheres. Esta dança, diferentemente da dança de São Gonçalo, comemora-se o dia de Santo Antônio (santo casamenteiro). Pesquisada na cidade de Ituiutaba Minas Gerais.

• Batuque de viola - Dança de sapateada realizada por homens e mulheres que tem uma característica interessante: o homem, através do sapateado, conquista a mulher do outro. Dança pesquisada em Brasília de Minas.

Telefone de contato
3835-2102 Ramal 3 – Departamento de Produção e Promoção Artística.

 
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